Dispositivos médicos implantáveis: o que são? Para quê servem?

Dispositivos Médicos Implantáveis (DMIs) são dispositivos ou tecidos inseridos dentro do corpo humano ou sob a pele. Podem ser feitos de pele, osso, outros tecidos do corpo e até mesmo de metal, plástico ou cerâmica. A maioria destes implantes ou próteses tem por objetivo substituir um membro ou uma parte do corpo. Outros liberam medicação, monitoram funções corporais ou dão suporte a órgãos e tecidos. Stents, marca-passos, cardiodesfibriladores, próteses e órteses, placas e parafusos são exemplos de DMIs.

Estima-se que existam pelo menos 8 mil tipos de dispositivos médicos disponíveis para uso, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os implantes podem ser permanentes ou removíveis, quando deixarem de ser necessários.

Os riscos para implantação de DMI's incluem riscos cirúrgicos de infecção do local e de falha do implante. Algumas pessoas podem desenvolver reações aos materiais. Por isso, é muito importante que o paciente esteja bem informado sobre tudo que cerca o uso dos dispositivos.

Abaixo, seguem algumas perguntas que podem e devem ser feitas ao médico assistente que prescreva o uso de DMIs:

Perguntas que você pode fazer ao seu médico:

1.       O implante será permanente ou removível?

2.       Caso seja permanente, qual o seu prazo de validade?

3.       Se removível, quanto tempo permanecerá implantado e o que determinará sua retirada?

4.       De que material é feito o implante? Quais as reações conhecidas ao material do implante? (Garanta com o médico que você não é alérgico a qualquer dos componentes do material).

5.       Quais as complicações possíveis decorrentes da cirurgia para implante do dispositivo?

6.       Haverá outros procedimentos envolvidos, após a cirurgia para a conclusão ou avaliação do implante?

7.       Quais os riscos envolvidos na inserção do implante (riscos cirúrgicos, de infecção e de falha do dispositivo)?

8.       Quais os benefícios do implante do dispositivo? Como afeta a qualidade de vida? 

DMIs são rastreáveis
É importante o rastreio desses dispositivos porque possibilita conhecer sua história, com a recuperação de informações relacionadas a identificação e codificação, gerando conhecimento sobre sua origem e destino final.

Em caso de algum problema ou intercorrência médica relacionada ao dispositivo, o paciente pode identificar as características e ciclo de vida do produto a partir dos Registros na Plataforma RNI (Registro Nacional de Implantes).

Em caso de viagem, o paciente precisará de orientação durante o embarque, o voo e o desembarque. Verifique com seu médico se é seguro passar pelo detector de metais do aeroporto e sempre leve com você os documentos médicos que comprovam sua condição e os medicamentos em uso.

O paciente deve sempre informar aos agentes de segurança do aeroporto que é portador de DMI, pois alguns deles podem afetar os campos magnéticos dos equipamentos de detecção de metais.

Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar – Projeto Sua Saúde