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Osteoporose: hábitos saudáveis ao longo da vida podem prevenir a doença

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose. Além de promover sustentação ao nosso organismo, o osso é a fonte de cálcio, necessária para a execução de diversas funções como os batimentos cardíacos e a força muscular. É uma estrutura viva que está sendo sempre renovada. Essa remodelação acontece diariamente em todo o esqueleto, durante a vida inteira. A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, com o desenvolvimento de ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas.
 
Em estágio mais avançado, a doença pode causar problemas graves, como a fratura do colo do fêmur (quadril). Quando sofre este tipo de fratura, o indivíduo, idoso normalmente fica incapacitado de andar.
 
A Dra. Carolina Moreira, presidente do Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da SBEM, lista 10 coisas que você precisa saber sobre osteoporose. Acompanhe:
 
1 - A osteoporose é uma doença silenciosa, isto é, raramente apresenta sintomas antes que aconteça sua consequência mais grave, isto é, uma fratura óssea. O ideal é que sejam feitos exames preventivos, para que ela seja diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas. 
 
2 - Os nossos ossos recebem forte influência do estrogênio, um hormônio feminino, mas que também está presente nos homens, só que em menor quantidade. Este hormônio ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea.  Por este motivo, as mulheres são as mais atingidas pela doença, uma vez que, na menopausa, os níveis de estrogênio caem bruscamente. Com esta queda, os ossos passam a se descalcificar e se tornam mais frágeis. De acordo com estatísticas, a osteoporose afeta um homem para cada quatro mulheres.
 
3 - Dez milhões de brasileiros sofrem de osteoporose. Uma a cada quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolve a doença. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose. Duzentas mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência destas fraturas. Mas, mesmo após uma fratura osteoporótica, o paciente não é encaminhado para tratamento, o que leva a um aumento do risco de uma nova fratura.
 
4 - Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), o bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Destas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur. Um quarto dos pacientes que sofre esta fratura morre dentro de seis meses e os que sobrevivem apresentam uma redução importante da qualidade de vida e independência.
 
5 - Muita dor nas costas e diminuição de estatura podem representar fraturas vertebrais da osteoporose. Preste atenção!
 
6 - O diagnóstico precoce da osteoporose é feito pela medida da densidade óssea, através do exame da Densitometria Óssea. Possuem maior risco para desenvolver osteoporose as mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas miúdas (magrinhas e pequenas), que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, que possuem história de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e aquelas que já tiveram fraturas na idade adulta.
 
7 - O exame de Densitometria Óssea está indicado para todas as mulheres a partir de 65 anos e para todos homens com 70 anos ou mais. Além disto, todas mulheres menopausadas e todos homens com mais de 50 anos, que possuam um dos fatores de risco descritos acima, devem realizar o exame para confirmar a presença da osteoporose.
 
8 - A prevenção da osteoporose deve se iniciar na infância, através de uma alimentação saudável, com boa quantidade de alimentos ricos em cálcio (especialmente presente nos laticínios e, em menor quantidade, nas verduras escuras, no gergelim, no feijão branco e no tofu). Além disto, deve-se proporcionar para a criança e ao adolescente a possibilidade de brincadeiras e atividades ao ar livre. Isto não somente vai estimular o exercício físico, que fortalece o esqueleto em crescimento, mas também possibilitar a exposição ao sol para que ocorra a produção Vitamina D na pele. Importante salientar que a atividade física em qualquer fase da vida tem um papel na prevenção de osteoporose e fraturas.
 
9 - A Vitamina D é fundamental para nossa saúde, em especial para o fortalecimento ósseo. Como ela não está presente na maioria dos alimentos, temos que obtê-la através da exposição ao sol ou, quando isto não for possível, através de suplementos vitamínicos.
 
10 - O risco de desenvolver a Osteoporose pode ser reduzido, se medidas como uma alimentação rica em cálcio, manutenção de uma atividade física e aporte adequado de Vitamina D foram proporcionados ao longo da vida. Entretanto, é importante salientar que, mesmo com todos estes cuidados, uma parte dos indivíduos vai ter osteoporose, pois a herança genética ainda não pode ser modificada. Mas a boa notícia é que existem tratamentos eficazes, caso você já tenha a doença. Procure um endocrinologista, que poderá conduzir seu tratamento de maneira adequada e tranquila.

 

Programa para Tratamento da doença pela CAPESESP

 
Em 2014, a CAPESESP criou como um benefício complementar o Programa de Controle e Tratamento da Osteoporose (PCTO) que consiste no fornecimento de medicamentos injetáveis por um período mínimo de 6 meses utilizados no tratamento da patologia em estado grave, de acordo com a prescrição médica e nas indicações de uso aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Além de auxiliar na melhoria na qualidade de vida dos beneficiários do CAPESAÚDE, o programa visa também reduzir a ocorrência de internações, que possuem um custo extremamente elevado. 
 
Quase 1,3 mil associados que atendiam aos critérios para o programa (histórico de fraturas, idade a partir de 65 anos e o resultado da densitometria óssea constatando a doença) foram convidados a participar. Desse total, 197 beneficiários já foram atendidos pelo Programa. Todas as solicitações são avaliadas pela equipe de médicos auditores do CAPESAÚDE a partir dos dados informados pelo médico-assistente do paciente. Os medicamentos são administrados na rede de atendimento indicada pela CAPESESP para este fim ou na própria residência do paciente, incidindo coparticipação financeira de 30% na aquisição do medicamento.
 
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) com informações da Assessoria de Comunicação Social da CAPESESP.