Osteoporose - tratamento e controle da doença contribuem para melhor qualidade de vida dos pacientes

Segundo a Federação Internacional da Osteoporose (IOF), a cada três segundos ocorre uma fratura osteoporótica. As previsões para 2020 são de mais de 61 milhões de indivíduos com osteoporose ou baixa Densidade Mineral Óssea (DMO) só nos Estados Unidos. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a doença já afeta 10 milhões de pessoas. 
 
Os dados preocupam porque as lesões acarretam dificuldades físicas, psicossociais e financeiras, no entanto o uso de medicamentos contribui para a melhoria da qualidade de vida do paciente e redução dos riscos de novas fraturas. 
 
Com o objetivo de garantir o acesso a esses remédios e incentivar a aderência ao tratamento, a CAPESESP oferece, como benefício adicional, o Programa de Controle e Tratamento da Osteoporose (PCTO), que consiste no fornecimento de medicamentos injetáveis, de acordo com a prescrição médica e nas indicações de uso aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
 
Atualmente, cerca de 250 beneficiários estão sendo atendidos pelo Programa e o número de medicamentos fornecidos por ano chega a aproximadamente 200 unidades. Podem participar os associados que necessitem de tratamento para osteoporose grave por um período mínimo de 12 meses. As solicitações serão avaliadas pela equipe de médicos auditores do CAPESAÚDE a partir dos dados informados pelo médico-assistente do paciente. 
 
Rastreamento de fraturas
 
Outra estratégia que contribui para a qualidade de vida do paciente é o rastreamento do risco de lesões ósseas. No Brasil, a ferramenta FRAX (Fracture Risk Assessement Tool), lançada em 2008, calcula a probabilidade de fratura de fêmur e de outros ossos nos próximos 10 anos. A estimativa é feita a partir de informações sobre idade, sexo, índice de massa corporal (IMC) e fatores de risco, como histórico de fraturas, fumo, uso prolongado de corticoides, artrite reumatoide, alto consumo de álcool, entre outros. 
 
Um recente estudo da CAPESESP, divulgado por Dirigentes da Entidade na ISPOR Europe (Conferência da Sociedade Internacional de Farmacoeconomia e Pesquisa de Resultados), apresentou a validação da FRAX, com base nos dados clínicos e registros eletrônicos da saúde. Os resultados mostraram que as ferramentas preditivas são úteis para identificar o grupo de alto risco para fraturas osteoporóticas e inseri-lo em um programa de controle de doenças, auxiliando a tomada de decisão. Além disso, as drogas de tratamento utilizadas no PCTO também demonstraram eficácia.
 
"Quanto antes identificarmos os pacientes de médio e alto risco de fratura, mais cedo podemos iniciar o controle e orientá-los a respeito dos hábitos de vida que prejudicam a saúde e interferem na massa óssea", explica a Diretora de Previdência e Assistência, Dra. Juliana Martinho Busch.
 
Controle da doença
 
A atividade física é essencial no processo de fortalecimento dos músculos e dos ossos, mas outros hábitos de vida saudáveis também ajudam na prevenção ou no controle da osteoporose.
 
Confira algumas dicas: 
 
- Adote uma dieta rica em alimentos com cálcio (leite e derivados, como iogurtes e queijos). Os médicos indicam dois copos de leite desnatado e uma fatia de queijo branco por dia.
- Consuma verduras de folhas escuras, como brócolis, espinafre e couve.
- Evite carne vermelha, refrigerante, café e sal.
- Exponha-se ao sol de forma moderada, pois os raios ultravioletas sobre a pele estimulam a produção de vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio pelo organismo (basta de 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 11h).
- Não fume e evite o consumo excessivo de álcool.
- Independentemente da idade, inicie um programa de exercícios para fortalecer os músculos e melhorar o equilíbrio e os reflexos, evitando as quedas.
- Mulheres que entraram na menopausa devem consultar um médico para começar um tratamento especial. A partir de 45 anos, devem ser submetidas a um teste de densitometria óssea.
- Obstáculos como móveis, tapetes soltos e pouca iluminação podem facilitar quedas e, consequentemente, provocar fraturas em pessoas com osteoporose.
 
Fontes: Ministério da Saúde / Federação Internacional da Osteoporose / Estudo Validation in a Real World Scenario of a Clinical Decision Support System for the Prevalence, Fracture Risks and Treatment Of Osteoporosis in the Brazilian Private Market