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Artigo – Vamos planejar 2026? – por Elisângela Hesse

O início de um novo ano é, tradicionalmente, um período de reflexões, definição de metas e reavaliação de escolhas. Esse movimento ganha ainda mais relevância diante de uma conjuntura econômica desafiadora para a população brasileira. 

O País encerrou 2025 com níveis de endividamento das famílias superiores aos do ano anterior. Em dezembro do ano passado, cerca de 78,9% das famílias brasileiras estavam endividadas, um patamar historicamente elevado para o período, conforme aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

O cenário, agravado pelos juros elevados no crédito ao consumidor e pela redução do poder de compra, evidencia a necessidade de uma base mais consistente de conhecimento em educação financeira. Diante dessa realidade, reforça-se a importância de práticas voltadas à organização consciente das finanças, não apenas como ferramenta de controle de gastos, mas como fundamento para decisões mais estruturadas sobre o uso do dinheiro. Agir agora fará toda a diferença no futuro. 

A previdência complementar ganha protagonismo justamente aqui. Mais que um dever institucional, trata-se de uma oportunidade concreta de preparar o presente para garantir o futuro. Aposentadoria digna não é um direito que se conquista automaticamente ao final da vida laboral. É, sim, o resultado de escolhas conscientes, feitas com antecedência e responsabilidade. 

Diferentemente de decisões financeiras pontuais, a previdência complementar — administrada por instituições sólidas, comprometidas com boas práticas de governança e compliance — convida o indivíduo a refletir sobre o futuro, projetar cenários e assumir um papel de protagonismo na construção da sua segurança financeira.

Iniciar 2026 com uma postura mais consciente em relação às finanças pessoais é extremamente necessário. Em um ambiente econômico pouco previsível, o planejamento e a disciplina tornam-se diferenciais fundamentais para transformar incertezas em decisões mais equilibradas, promovendo estabilidade financeira ao longo do tempo. 

*Elisângela Hesse é Diretora-presidente da RS-Prev

Fonte: Artigo publicado no Jornal do Comércio